Para uma melhor compreensão do vocabulário econômico, indicadores e expressões do mercado financeiro, confira abaixo o glossário com os principais termos empregados:
Título que representa a menor fração do capital de uma sociedade anônima.
Ações com menor liquidez do que as blue chips.
Confere ao acionista direito de voto na empresa e pode, eventualmente, proporcionar participação nos resultados da companhia.
Garante ao acionista participação nos resultados da empresa, mas não dá direito a voto.
Serviço oferecido pela BMF&Bovespa, que permite negociação eletrônica de compra e venda de ações no período noturno. Horário de verão: fase de pré-abertura, de 18h30min às 18h45min; e de negociação, de 18h45min às 19h30min. No horário normal: pré-abertura, de 17h30min às 17h45min e de negociação, de 17h45min às 19h.
Significa uma súbita mudança em uma tendência de mercado. Quando um investidor, antecipando-se a uma inflexão do mercado, muda suas posições de títulos de longo prazo para os de curto prazo, diz-se que ele encurtou seu portfólio, ou seja, realizou um backup.
Índice ao qual o fundo é comparado, que serve como parâmetro de rentabilidade e risco. Cada tipo de fundo possui um benchmark distinto.
Expressão usada para definir ações de empresas tradicionais e de grande porte, com grande liquidez e procura no mercado de ações.
É o mais antigo e utilizado título de captação de recursos pelos bancos, sendo oficialmente conhecido como depósito de prazo.
Os recursos captados através desse instrumento são repassados aos clientes na forma de empréstimo. O prazo mínimo é de 30 dias para os títulos prefixados, que embutem uma expectativa inflacionária na taxa nominal, já que o ganho real (nominal - inflação) só será conhecido no dia do resgate. Para títulos pós-fixados, sempre em TR, o prazo mínimo é de quatro meses, data a data.
São títulos de emissão dos bancos que lastreiam as operações do mercado entre instituições. Sua negociação é restrita ao mercado interbancário, com função de transferir recursos de uma instituição financeira para outra. As operações se realizam fora do âmbito do Banco Central e, neste mercado, não há incidência de imposto. A maioria das operações é negociada por um só dia, como no antigo overnight.
A Cetip S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.
A missão de Compliance, ao lado das áreas de Risco e de Auditoria, é fazer a gestão controlada dos riscos e garantir a integridade da empresa, dos clientes, dos acionistas e dos funcionários. A tarefa é muito mais ampla que evitar que as companhias sejam usadas para operações ilegais, como a de lavagem de dinheiro. É o dever de estar em conformidade e cumprir regulamentos internos e externos impostos às atividades da instituição e de efetuar análises criteriosas quanto às adequações dos processos, da cultura e disciplina organizacional.
Corresponde a frações ideais do patrimônio de um fundo, devendo ser nominativas e escrituradas em nome de seu titular. O valor da cota é resultante da divisão do patrimônio líquido do fundo pelo número de cotas do mesmo no encerramento do dia.
Guarda de títulos assumidos pela instituição financeira. Departamento de um banco ou corretora responsável pela custódia de títulos e valores.
Comissão de Valores Mobiliários: autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Tem por objetivo fiscalizar e disciplinar todas as operações realizadas em bolsas de valores e no mercado de capitais.
Define as condições pactuadas entre o banco e o cliente para a aplicação ou resgate das cotas. Por exemplo, cota de D+1 corresponde à cota do dia seguinte ao pedido de aplicação/resgate. Resgate com pagamento em D+1 corresponde ao dia seguinte ao do pedido do resgate.
Compra e venda de um ativo por um mesmo comitente em um mesmo dia.
São títulos de crédito causais que representam frações do valor de contrato de mútuo, com privilégio geral sobre os bens sociais, garantia real sobre determinados bens ou sem garantia, emitidos pelas sociedades anônimas no mercado de capitais.
Operações financeiras cujos valores de negociação derivam de outros ativos, denominados ativos-objeto, com a finalidade de assumir, limitar ou transferir. Abrange uma ampla opção de operações, como a termo, futuro, swaps, entre outras.
Carteiras que aplicam em renda fixa, porém amarram a rentabilidade dos papéis que adquirem a variação dos depósitos interfinanceiros, normalmente fazendo operações no mercado futuro. Assim, oscilam junto aos juros interbancários, diariamente. Não oferecem nenhum adicional de rentabilidade e, na sua maioria, são consideradas carteiras passivas.
Termo em inglês que, no mercado financeiro e nas bolsas de valores, significa a obrigação que todas as empresas têm de lançar títulos no mercado, de revelar (to disclose) as informações relevantes de sua situação econômico-financeira aos investidores potenciais.
Aplicam em Fundos de Investimentos Financeiros - FIF e podem aplicar também em fundos de renda variável.
Categoria em que se enquadram todos os que estão sob a regulamentação do Banco Central, como os fundos de renda fixa, incluindo também as carteiras cambiais.
São os que aplicam em ativos indexados ao dólar, como papéis públicos e/ou operações nos mercados futuro de câmbio. Embora alguns persigam taxas acima do câmbio, a maioria deles são carteiras passivas.
São obrigados a manter 51% de seu patrimônio aplicado em ações de emissão de companhias abertas, mas não estão sujeitos à restrição quanto à concentração dos investimentos em ações de uma mesma companhia. Podem se utilizar contratos de derivativos, com o objetivo de aumentar o risco das aplicações ou para proteção contra oscilações adversas. São adequados àqueles investidores que aceitam uma grande exposição ao risco, aliada à expectativa de uma maior rentabilidade.
São fundos que se aplicam em renda fixa e variável de acordo com as melhores oportunidades.
Significa proteção. São fundos voltados para proteger o capital do cotista no caso de desvalorização brusca na taxa de câmbio.
O Home Broker é o instrumento que permite a negociação de ações via internet, através de ordens de compra e venda de ações por meio do site de uma corretora.
Expressão utilizada para designar aplicações em títulos ou no câmbio, atraídas por taxas de juros elevadas ou diferenças cambiais significativas, de curtíssimo prazo, podendo deslocar-se de um mercado para outro com grande agilidade. Esse tipo de operação pode provocar grandes turbulências, especialmente no equilíbrio cambial de um país.
Índice da Bolsa de Valores de São Paulo - principal índice do mercado de ações, expressa, na forma de "pontos", a evolução dos preços das 60 ações mais negociadas da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Ele corresponde a mais de 90% do volume financeiro diário.
O Índice Geral de Preços do Mercado - IGP-M é uma das versões do Índice Geral de Preços - IGP. É medido pela Fundação Getulio Vargas - FGV e registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.
Baseia-se em dados fornecidos pelo sistema automatizado de cotação da Associação Nacional de Corretoras de Valores - NASDAQ e inclui todas as ações domésticas negociadas no mercado de balcão (over-the-counter - OTC) - exceto as gerenciadas em bolsa e as que possuem apenas um negociador no OTC, totalizando 3500 ações. O índice é ponderado e teve início em 5 de fevereiro de 1971. Opções e futuros não são negociados nesse índice.
O Sharpe é o índice mais utilizado para mensurar o desempenho de um fundo de investimento. Com cálculos baseados na relação retorno/volatilidade, ele representa o quanto o fundo esteve exposto ao risco para alcançar determinada rentabilidade. Quanto maior for o índice de Sharpe de um fundo, maior será sua eficiência em assumir risco para atingir um retorno.
Índice ponderado que apresenta mudanças no valor agregado de mercado de 500 ações para o período base de 1941-43. Em sua maior parte é integrado pelas companhias registradas na NYSE e algumas ações negociadas na AMEX e no mercado de balcão; abrange 400 indústrias, 60 companhias de transporte e prestadoras de serviços públicos e 40 instituições financeiras, representando cerca de 80% do valor de mercado de todas as emissões negociadas na NYSE.
Média ponderada das 30 ações de primeira linha mais negociadas - blue chips, principalmente do setor industrial, incluindo a American Express Company e a American Telephone and Telegraph Company. Preparado e publicado pela Dow Jones & Company, é o mais tradicional e mais cotado entre todos os índices de mercado desde 1928.
Expressão utilizada para designar os mercados financeiros nos quais os recursos são emprestados a curto prazo, com períodos menores que um ano. Já no mercado de capitais, os recursos são cedidos a médio e longo prazos, ou seja, por períodos superiores a um e cinco anos, respectivamente.
Expressão que designa o mercado de compra e venda de títulos públicos (dívida pública), sob a orientação e fiscalização do Banco Central de cada país, através de uma instituição financeira. Serve também para controlar o fluxo de moeda (em situações de excesso de dinheiro em circulação, "enxuga-se" o mercado de venda dos títulos; em caso contrário, "irriga-se" o mercado pela compra). Opera sem limitações e com grande flexibilidade e, por isso, os vendedores e compradores não precisam estar presentes no mesmo recinto para realizarem as transações, que são acertadas por telefone.
Conjunto de empréstimos e ativos financeiros, como títulos, ações, debêntures, entre outros, pertencentes a uma empresa. São classificados por prazo de maturação, devedor, taxa de juro, de remuneração esperada, etc. Embora o termo esteja associado a haveres financeiros, os haveres reais também podem estar inclusos nessa categoria. O mesmo que carteira, sendo a carteira de títulos e a carteira de ações aquelas constituídas por ações adquiridas em bolsas de valores.
Índice que estima o número de anos que se levará para recuperar o capital aplicado na compra de uma ação.
É uma das segmentações atuais e formais de atuação dos bancos, onde a instituição fornece atendimento específico a determinados clientes, como pessoas físicas especiais de altíssima renda e/ou elevado patrimônio.
Define avaliação e classificação de empresas que atuam no mercado de capitais, possibilitando ao investidor a definição do grau de risco que assume ao adquirir um título.
No mercado de capitais, os rendimentos que não são prefixados não fazem parte das condições dos títulos e variam em função das condições de mercado. Os exemplos mais comuns são as ações, os fundos mútuos e os fundos fiscais.
Incerteza associada ao retorno de um investimento. Geralmente é representado pelo desvio padrão, ou seja, pela oscilação das taxas de recuo em torno de sua média.
Risco associado à oscilação de preços. Também conhecido por risco sistêmico ou não diversificável. Pode ser subdividido em:
· Risco de mercado - ordinário: risco captado por medidas estatísticas, sendo passível de mensuração. Este é o tipo que se estima utilizando modelos de VaR, paramétrico e histórico.
· Risco de mercado - não ordinário: é o risco implícito em um cenário de ruptura, onde as correlações estatísticas não são válidas. É caracterizado também por saltos rápidos nos preços. Esta categoria é comumente estimada utilizando-se cenários de stress e testes através de simulações, como que impacto teria uma grande elevação ou queda dos juros, de câmbio, de ações listadas em bolsa, entre outras.
Medida de risco da contraparte, ou seja, da probabilidade de um devedor não honrar com seus compromissos.
Segundo o Banco para Compensações Internacionais - BIS é o risco de perda decorrente de processos internos, pessoais e sistemas inadequados ou falhos, ou ocasionados por eventos externos. Atualmente, o Banco Central, através da Resolução nº 3.380, exige que as instituições acompanhem e previnam-se contra possíveis falhas em suas rotinas operacionais.
É o risco de receber sanções legais ou regulatórias, de perda financeira ou de reputação que um banco pode sofrer como resultado da falha no cumprimento de aplicações de leis, regulamentos, código de conduta e das boas práticas bancárias.
A Resolução nº 3.380 do Banco Central, instituída a fim de aprimorar o tratamento dado ao risco operacional, define risco legal como a inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas.
Refere-se à concessão de empréstimos recíprocos entre bancos, em moedas diferentes e com taxas de câmbio idênticas, utilizada comumente para antecipar recebimentos em divisas estrangeiras.
Value at Risk - VaR é uma medida, em montante financeiro, que demonstra a maior perda esperada de um ativo ou carteira em um determinado período de tempo, através de séries estatísticas.
Indica o grau de oscilação (variação positiva ou negativa) do preço de um ativo em um determinado período de tempo. É a mais conhecida e utilizada medida de risco.
É a volatilidade passada e apurada com base em séries históricas de um ativo. É facilmente apurada e serve de parâmetro para se estimar a volatilidade futura.
É subjetiva, sendo necessário utilizar modelagens matemáticas para sua estimação. É usada para ocálculo do preço de opções e dele são derivadas. São extremamente úteis para negociação, pois exprimem qual a volatilidade que o mercado espera para certo período.