Marcado pelo agravamento da crise financeira global, 2008 foi um ano conturbado para vários setores da economia brasileira, como decorrência da redução drástica do consumo a partir de setembro, da ameaça de fechar o ano com inflação acima da meta do Governo e do aumento sucessivo do dólar frente ao Real. Ainda no Brasil, o Governo sancionou medidas para aquecer a economia, como a aprovação de pacotes de apoio aos setores automobilístico e de construção civil e também para tentar aumentar o volume de crédito ofertado.
Esse cenário foi agravado pela confirmação de recessão nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, como Espanha e Itália, em dezembro, apesar das inúmeras ações dos principais bancos centrais dos EUA, Europa e Ásia, visando dar liquidez aos mercados de capitais.
Diante desse cenário macroeconômico, o Banco Prosper registrou queda em sua receita, principalmente no quarto trimestre. Neste período, a carteira de Tesouraria apresentou uma desvalorização significativa de seu valor de mercado, sendo composta principalmente por ações, opções, derivativos e títulos públicos. A maioria da carteira de ações era formada por small caps.
Com objetivo de manter essas posições e, em consequencia do menor grau de liquidez deste tipo de ativo, o Prosper diminuiu o financiamento da carteira via termo, ocasionando perdas decorrentes da redução do preço das ações e do estreitamento dos custos de captação.
Além disso, em virtude do cenário macroeconômico adverso o Banco reduziu sua originação de crédito, seja na operação de registro de Cédulas de Crédito Bancário – CCBs, seja na da carteira de crédito bancada. Porém, cabe destacar que não foi observado um aumento de inadimplência na carteira de crédito no 4º trimestre.
No período de janeiro a dezembro, o Prosper originou cerca de R$ 812 milhões em CCBs e cedeu aproximadamente R$ 490 milhões ao mercado em produtos estruturados. Esta diferença foi financiada através dos instrumentos de Certificados de Depósito Bancário – CDB e Certificados de Depósito Interbancário - CDI.
No ano, o Banco constatou ainda um aumento do custo de captação e uma maior concentração no volume investido, em decorrência da redução no número de clientes. Mesmo diante do cenário adverso, o Prosper conseguiu aumentar o prazo médio dessas captações. Também no último trimestre, a instituição fez sua primeira operação de captação utilizando CDB subordinado.
Na área de Tesouraria, o ano caracterizou-se pela forte oscilação nos mercados futuros e pela significativa piora nas expectativas de inflação. Na última reunião do ano do Comitê de Política Monetária - Copom, do Banco Central, foi suspenso o processo de aperto monetário, mantendo a taxa básica de juro em 13,75% ao ano. Neste período, o Prosper realizou operações pontuais no mercado derivativo de juros com risco de perda limitado.
Devido à forte volatilidade do mercado de câmbio, principalmente no quarto trimestre, o Banco Prosper diminuiu sua exposição em moeda estrangeira, mantendo a política de prestação de serviço e o crescimento do portfólio de produtos no mercado de câmbio à vista para clientes. Houve uma redução nas operações de adiantamento sobre contrato de câmbio - ACC e adiantamento sobre cambiais entregues – ACE por conta da forte queda nas linhas de financiamento externo. Porém, o Banco seguiu realizando operações de hedge cambial, bem como de hedge da carteira de ativos e passivos em moeda estrangeira.
No final de dezembro, o Prosper efetuou uma reestruturação no seu quadro executivo e funcional, objetivando não só uma redução de custos administrativos, mas também uma readequação a um novo patamar organizacional. Adicionalmente, submeteu à análise e aprovação do Banco Central a transferência do Banco Equity e da Prosper Corretora para uma nova holding do mesmo grupo controlador. Esta negociação proporcionou um aporte de recursos de aproximadamente R$ 50 milhões.
Em 2009, o Banco continuará investindo fortemente na área de Crédito, para pequenas e médias empresas, visando a manutenção do seu core business e da liquidez da instituição. Além disso, foram efetuadas no encerramento do exercício parcerias operacionais, objetivando a cessão dos créditos originados e a melhoria do atendimento aos clientes. Não obstante será mantido o foco na captação local, com destaque para a venda de produtos estruturados, através de CCBs, e da captação propriamente dita, por meio de CDBs e CDIs. Na área de Tesouraria, o Prosper estará voltado para produtos no mercado de câmbio, juros, renda variável e derivativos, respondendo também pela posição proprietária do Banco em operações voltadas para o mercado interno.
Finalmente, a Diretoria agradece aos acionistas, funcionários, clientes e parceiros de negócios a confiança e a dedicação depositadas na instituição nestes mais de 25 anos de atuação do Prosper no mercado financeiro.
Diretoria
Durante dois anos, o Prosper apoiou a ONG Defensores da Terra, que está sediada na cidade do Rio de Janeiro. A organização é uma associação civil, ambientalista, sem fins lucrativos e sem caráter político-partidário, religioso ou ideológico. O foco de atuação da ONG é a Mata Atlântica e as comunidades que vivem em seu entorno.

Para nortear seu trabalho, a Defensores da Terra conta com um Conselho Consultivo com nomes de peso no cenário artístico, político e corporativo nacional. Atuando em diversas frentes com o objetivo de conscientizar os cidadãos por meio da reciclagem, a associação promove ações em Unidades de Conservação e projetos como o EcoCidadão, programa voltado a atender ações preservacionistas da Agenda 21 Escolar.